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Blog da Bia, titulo usado, blog único.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Pombos & Pombinhos

Olá a todos.
Desculpem por não ter escrito mais cedo.Acontece, é que já não tenho muitas histórias para escrever, tenho andado muito ocupada (testes :/  ),mas não desesperem, pois tenho a mera impressão que estas férias prometem! ;)

Hoje trago-vos mais uma história, ela passou-se há uns dias atrás, não tenho a certeza quando, só sei que foi nas últimas semanas de aulas.
Era uma quinta-feira e eu tinha duas actividades de Físico Química, a primeira era uma experiência por acabar e a segunda era uma experiência para quem quisesse fazer.
Quando estava quase a termina-las, ouvi uma espécie de arrulho que me chamou a atenção, virei-me e vi um pombo.
Fiquei muito feliz, pois era raro os pombos aparecerem na minha varanda, aproximei-me para vê-lo mais de perto e ele voou.
Logo o meu sorriso inverteu-se e sai da cozinha deixando as minhas experiências terminadas.
Mais tarde ouvi outra vez aquele arrulho que me parecia familiar, corri para a cozinha e desta vez já não estava um pombo, mas sim dois!

O amigo convidado era um pombo ferido que tinha uma pata partida.
Quando reparei, fiquei com pena dele ,sem saber o que fazer, parei e comecei a pensar como o poderia ajudar, mas antes de tudo, tirei umas fotos para poder recordar o momento.
_ Podia colocar-lhe ligaduras na pata, mas não sei como coloca-las e como vou conseguir aproximar-me dele para as pôr?_ Pensei.
Durante este pensamento os dois pombos fugiram e voaram para longe deixando-me a pensar sozinha como se eles estivessem lido a minha mente.
Estava desanimada, triste, desiludida, mas ao mesmo tempo esperançosa que eles voltassem. Como tinha dito era raro aparecerem pombos ou outra espécie de animal na minha varanda e eu adoro animais.
Então deixei uma pequena tosta esmigalhada num guardanapo na minha varanda à espera que pudesse chamar a atenção dos dois pombos e ajudar o que estava ferido com uma boa refeição.
Esperei, esperei e esperei, parecia que cada segundo era um minuto e que cada minuto era uma hora.

Não só a noção do tempo pregava partidas, mas também os meus ouvidos que me enganavam com um arrulho falso.
Sabia que era falso, pois era a quinta vez que ouvia e que enganava a minha mente ingénua.
Mais tarde, fui para a cozinha recolher as minhas experiências e fui para a janela novamente, sabia que eles não estavam lá, mas não era capaz, era mais forte que eu...
Quando observei a varanda, pela janela fechada, reparei que o guardanapo onde estava a tosta tinha desaparecido!
A minha esperança tinha voltado, aquela tosta desaparecida simbolizava que tinham voltado e que em vez de medo ganharam confiança, eles já confiavam em mim.
A confiança foi tanta que eles vinham muitas vezes à minha varanda, esperando pela comida, e eu alegre pela a minha conquista, dava-lhes uma tosta molhada para eles comerem facilmente.
Sentia que finalmente os teria ajudado, não me importa se era um humano ou um animal, o que importa é que a minha ajuda era bem vinda e fazia-os felizes por isso.

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Passaram alguns dias e a confiança aumentava, eles arrulhavam e arrulhavam à minha espera, eu corria e pegava numa tosta molhada, mas antes de lha dar, reparei numa coisa que me fez muito feliz, o pombo ferido, aquele por quem sentia mais simpatia, tinha uma folha que lhe cobria a pata, como se fosse uma espécie de ligadura vinda da natureza.
Quando vi, sorri ao pensar que alguém de bom coração pôde ajuda-lo.
Entreguei-lhes a tosta e tirei uma foto ao pombo para celebrar a bela notícia da recuperação.
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Eu sei que esta história, talvez não seja tão emocionante como as outras, mas acho que é uma história bonita principalmente agora, que talvez tenha uma boa surpresa, daqui a uns dias...
Hoje os meus amigos voltaram a arrulhar e eu voltei a dar-lhes um pouco de comida, mas desta vez já pude vê-los a comer.
Enquanto comiam reparei que quem comia mais era o pombo com a pata partida e esse pombo estava um bocado gorducho.
Virei-me para a minha mãe e disse:
_ Mãe! Sabes aquele pombo com a pata partida? Ele esta um bocado gorducho, será que anda a comer muito?
_ Não, talvez seja outra coisa!_Disse ela.
_ Pois, não sei se ele é uma pomba ou um pombo. Seria tão fixe se eles tivessem pombinhos.
   Já reparaste que são sempre os mesmos pombos?_Perguntei.
_ Já podes dizer que tens animais de estimação. Tu cuidas sempre deles. Eles já sabem onde vão jantar! Ao restaurante da Bia!_Brincou ela.
_ É verdade, eu sei que são os mesmos, porque aquele pombo tem a pata partida e tem sempre o seu amigo ao lado dele. Só podem ser os mesmos...
_ Amigo? Não sabemos, podem até ser o macho e fêmea..._Corrigiu a minha mãe.
Por momentos paramos de conversar e pensei:
_ Com sorte terei uma família na minha varanda.


E por hoje é tudo.
Espero trazer-vos notícias de uns pombinhos que tiveram pombinhos. :)
Beijinhos da Bia Pipoca